escrever sem fronteiras

Em uma hora, quase 3000 caracteres escritos. Na prática, se multiplicado por 6h, já descontando os intervalos, dá pra escrever uma história de 18.000 caracteres.  Conto para publicação leva 8000, quase dois contos. Dois contos de réis. E eu disse que ia escrever uma crônica de tema livre. Hahaha que patético, eu nem sei se eu sei escrever uma crônica. 

Eu já escrevi bastante. Lá para 2011, eu escrevi várias crônicas e com uma facilidade absurda. Parecia que eu já chegava com a história pronta. Eu olho para trás e fico impressionada com o que eu mesma produzi. Nem parece eu.  Assim como os poemas. Já escrevi muitos poemas. Poesia era realmente o meu forte e o foi por mais de dois anos. Não sei para onde foi esse talento ou jeito de escrever.

Sei que cá estou, com a mente girando em círculos, indo e vindo do passado como se fosse um carteiro. Porque as mensagens que escrevi no passado são verdadeiras lições para o meu eu do presente. Quando digo que escrever é quase uma experiência espiritual, não estou brincando.

Quero cumprir esse desafio puramente para ver até onde vai minha capacidade de escrever sem fronteiras.

Eu queria cantar. Expressar sem ser de forma escrita. Porque escrever tem me completado de uma forma sublime e fluida. Mas você sente que falta alguma coisa, sempre sente. Normal, o contraste de satisfação é evidente. 

Texto produzido na maratona Corujandross em 04 e 05 de fevereiro de 2017.

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