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Olhos do coração

Conquistei tanta coisa na vida até agora que não enxergo felicidade no que consegui. E sei que a felicidade está aqui em algum lugar. Vou começar a enxergar com o coração a partir de agora.

Críticas são degraus

Sinto que as pessoas hoje não querem melhorar. As críticas hoje são encaradas com a mesma intensidade de um chute no estômago. As críticas doem quando deveriam servir de escada, servir de degrau para que alcançássemos nossas maiores conquistas. Nós queremos ajudar essas pessoas para que elas alcancem seus melhores horizontes, mas elas precisam querer ser ajudadas. Hoje, as pessoas da minha idade - vinte e poucos anos - se acham onipotentes, auto-suficientes e a prepotência alcança níveis antes nunca enxergados. A humildade caiu por terra, infelizmente. Mas me prendo aquelas que querem ser ajudadas, e estou à disposição para dar o primeiro impulso, o primeiro empurrão em direção ao sucesso. Mas tudo é questão de abriri os olhos e ter a humildade de que podemos alcançar coisas sozinhos, mas se tivermos ajuda sincera, podemos alcançar muito mais.

Te contar

Sabe, vou te contar uma coisa. Eu curto sonhar. Sonhar alto, livre e sem limite. Odeio que segurem minhas asas. Por medo que eu me machucasse, muita gente já me prendeu no chão. O que eles não sabem é que o mundo é bem mais bonito quando visto lá de cima.

Beleza da tristeza

Acho estranho ter que depender de um único fator para libertar o que quero dizer. Não é mais falta de inspiração. Não é mais falta de tempo. Talvez seja a falta da tristeza. A tristeza me faz enxergar o mundo com olhos de poeta. Mas apenas porque poetas enxergam a beleza nas entrelinhas da tristeza.

Ruína

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A sua palavra tem poder Mais do que você imagina Pode construir castelos Ou levar tudo à ruína. PS: texto escrito em 02/07/10

Buscando

Descobrir o que me brilha os olhos é muito importante. Está virando obsessão eu acho. Eu nunca tive obsessão com nada, então não sei descrever o que estou passando agora. Falar de futuro profissional, por exemplo, me deixa animada no começo da conversa, mas depois fico triste. Deprimida mesmo, sabe? Como se fosse ruim discutir isso. Mas não é ruim, de jeito nenhum. Mas acho que fico triste porque ainda não me encontrei profissionalmente. Foram quatro anos de ciências da computação para descobrir que gosto de psicologia. Estou frustrada. "Mas Pam, você pode mudar de carreira a qualquer momento. Você é nova meudeus". Eu sei que sou nova, mas é questão de tempo. E de sossego de pensamentos. Se eu morresse hoje, por exemplo, eu ficaria puta da vida porque ainda não encontrei minha resposta pro que me brilha os olhos. Na verdade, varias coisas brilham meus olhos. Mas eu não consigo enxergar um talento em mim. Aquilo que você faz sem que ninguém tenha lhe ensinado. Talvez escrever,...

Desespero de domingo

Acho que quando nada começa a fazer mais sentido é hora de buscar ajuda. Mas na verdade faz sentido pra mim, mas não para o mundo. Faz sentido no meu mundo. Isso deveria bastar? Os pra quês e por quês da vida estão me tirando do sério. Não consigo mais achar sentido em algumas de minhas atividades, e isso está me deixando totalmente infeliz. É como se tudo o que fiz até agora tivesse perdido o brilho. Tenho vontades e mais vontades de fazer acontecer, mas não quero que outras coisas levem o mérito. Outra suposição é que o que alcancei hoje não é o que eu amo. Devo buscar agora o que eu amo, ou devo suprir as necessidades para depois buscar a paixão? São tantas perguntas que inundam a minha mente, são tantas ideias que não fazem mais sentido... talvez me falte um pouco de coragem misturada com ousadia. Tenho medo de perder e medo de errar. mas parece que errei na escolha. não era bem esse caminho que eu queria trilhar. hoje gosto de tudo que conquistei e alcancei, menos da minha dedicaç...

Porquês da vida

O destino adora brincar conosco. Vida, responda-me porque é necessário trilharmos um longo caminho imaginando que tudo vai ser como queremos, para chegar no destino final e descobrir que não era bem aqui que pensávamos? Destino final, obviamente, é maneira de falar. Ainda existem muitos anos pela frente. Mas a questão é apenas uma: porque a ausência de realização nos persegue de maneira tão atordoante? Mais do que isso, porque sempre queremos estar em outro lugar? É problema de fábrica da geração ou apenas uma confusão momentânea que, em breve, passará? Uma das coisas que me inquietam é a censura... Seja isso, não seja aquilo, diga dessa maneira, mantenha essa postura. Tudo, de repente, parece incrivelmente falso e não autêntico para mim. Tem algumas regras que devemos seguir, ok, mas outras... simplesmente não fazem sentido. Escrever é um exemplo. Gosto de escrever sem limites e por essa razão mantenho esse blog. Aqui não preciso justificar ou complementar, não preciso explicar os por...

A verdade seja dita

É não tem jeito... Minha inspiração só vem nos extremos. Juro que tentei escrever três, quatro vezes no mês, mas não consigo... Se é pra fazer o texto de qualquer jeito, prefiro não fazer. Ele tem que fluir naturalmente, senão não vale. Agora, hoje, nesse instante obtive a prova que faltava: em minhas ausências de postagens, pode acreditar que estou feliz e levando a vida na positividade e melhor maneira. Mas quando resolvo postar é porque atingir um dos dois extremos: ou muito feliz a ponto de explodir e contagiar todas as pessoas que estão ao meu lado. Ou, infelizmente, estou carregando o maior fardo de sentimentos triste que uma pessoa pode aguentar. Não reclamo não... às vezes a gente fica triste, de cabeça baixa, mas no final das contas deve ser por um bom motivo. É... esse meu lado positivista me ajuda bastante nessas situações...

Conforto

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Olho pra trás e quase sempre nunca acredito que fui capaz de escrever palavras tão cheias de significado. Foi como se no passado eu previsse o que iria acontecer e preparasse o terreno para o que estivesse por vir. Como se a personagem do passado tivesse escrito tudo pra mim, para meu conforto, já sabendo do final. Tudo se encaixa como a carta achada no buraco do rato do filme V.

Meio vazia

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Sinto saudade daquela disposição pra escrever. Acho estranho que as palavras até fluem como água de rio de meus dedos, como mãos de pianista caminhando com leveza pelas teclas brancas e pretas. Sinto falta da fluidez de palavras. A vontade até existe, até está presente. Só não sei se é a procrastinação ou algum mistério do universo. Sei que estou estranha. Cheia de inspiração e ao mesmo tempo tão vazia.

Rio de palavras

Adoro escrever o que vem de dentro, porque apenas digito essas palavras que você está lendo. Nada mais, sem nenhum esforço. Como se eu soubesse de cor qual melodia tocar. Como se eu soubesse exatamente o que fazer ou pensar o tempo todo, e num insight , as palavras apenas fluem com a naturalidade da água de um rio. Passo tanto tempo sem escrever que esqueço o prazer que isso me dá. Esqueço o quanto isso me completa, e o quando isso faz com que eu me sinta importante pra mim mesma. Me orgulho de escrever, assim desse jeito, com as palavras cuidadosamente escolhidas - ou fluidas - sabe porque? Porque ninguém me ensinou como se faz. E a melhor sensação, sem dúvida, será olhar para essas linhas escritas e tentar lembrar porque estou escrevendo isso. Como se fosse uma caixa de pandora dentro da outra, um baú dentro do outro, infinitamente até que o real segredo - que nunca descobrirei - seja finalmente revelado. Sera revelado por mim, será revelado por você ou será revelado por quem quer qu...

Passado desnecessário

Não vou mentir que tenho muitas vontades. E muitas delas é corrigir o que me cabe, para que eu fique em paz. Entenda corrigir como quiser, mas pra mim, significa voltar no passado e dar um chute nele. Bem dado, para que ele sangre até deixar de existir. Sou extremista, ou estou muito feliz e quero que o mundo saiba e,assim, expresso meu amor e gratidão por estar aqui, ou estou muito triste por pensar que deixei passar coisas que hoje, com a cabeça que tenho hoje, jamais deixaria passar. Não aceito certos perdões. Me chame de antiquada, mas não é minha culpa. Não consigo controlar meu inconsciente e as lembranças que ele trás à tona. Mas aí você diz que "foi bom, senão você não seria o que é hoje". Sei disso, mas preferia, juro que preferia ter lembranças melhores.

Castelos

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E quando está tudo bem, o universo resolve conspirar com frases tão fortes que desmoronam fortes castelos em questão de segundos.

Histórico.

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O presente é meu presente, mas é o histórico que tira minha paz.

Outras cabeças.

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Na minha cabeça, amor e amizades convivem muito bem. Só que na outra, nem tanto, porém.

Sorria com dentes!

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Desculpe, mas não confio em quem não mostra os dentes quando sorri. Justifique o que quiser: que você tem dentes tortos ou que seu sorriso é feio. Feio é o sorriso falso, aquele sorriso forçado que você distribui para pessoas que você não gosta. Feio é fingir que gostou de algo para não criar intrigas e apartar toda a turbulência com sorriso. Não é essa a finalidade do sorrir. Sorrir serve para te fazer bem, para dar mais alegria aos momentos felizes. Portanto, não tenha vergonha de mostrar seus dentes, certinhos ou tortos, não tenha vergonha de suas covinhas ou da cara bizarra que você faz quando um sorriso resolve aparecer. Não existe feiura na sinceridade: alegria é a única coisa que podemos ter em demasia sem prejudicar nós mesmos.

Octógono

Minha mente é um ringue controlado por algo ou alguém que criei, que me coloca medo e parece que observa cada passo que dou. Gosta de controlar meus olhares e dizeres, e ações e opiniões. A sensação é mesma de um saco de plástico na cabeça: sufocante. Respirar é impossível , viver também. Como (sobre)viver a essa tortura que comete atentados à minha personalidade ? Chega um momento que não sei se é real, ou são apenas perturbações da mente. Mas sei que os nocautes são reais, pois me machucam mais do que um soco de verdade.

Silêncios

O silêncio não me incomoda, mas ele me preocupa demais. Como saber se está tudo bem se as palavras são inexistentes? Como não enlouquecer quando quero respostas e não as escuto? Acredito que a essa altura o silêncio deveria me confortar e gostaria, francamente, de já ser capaz de compreender seu gesto. Mas enquanto não ler seu manual de instruções por completo, ficarei com essa dúvida eterna: como diferenciar o silêncio bom do silêncio ruim?

Alcatraz

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Não é a primeira noite que termino desejando profundamente que já fosse outro ano. Anos mais novos, onde eu encontrava alegria nos amigos e nas brincadeiras de rua. Ou ano que vem, quando toda essa tortura estressante acabar e eu começar a viver outra vez. Às vezes tenho vontade de jogar tudo pro alto e começar do zero. Mas tenho medo. Medo de tentar, medo de arriscar, medo de perder. Queria mudar de cidade, de país, de vida. Respirar outros ares, fazer o que gosto sem ter preocupações excedentes. Hoje não consigo mais me concentrar em nada, mas por favor, não pense que é por mal. Me sinto presa em minha própria mente, com grades que sou incapaz de quebrar. Pensamentos ruins e involuntários invadem minha cabeça bem agora, na hora de dormir. Meus medos tomam formas assustadores nos meus sonhos, e infelizmente, acordo assustada antes de enfrentá-los. Sou prisioneira de pensamentos... Alguém já fugiu de sua Alcatraz mental?