entrega
na entrega ao divino, veio o meio de ser igual a vocês. veio a incompreensão de "porque eu deveria estar fazendo isso por vocês?" a resposta é simples, porque vocês fariam o mesmo por mim. vem a dúvida "será?" vem a resposta "como ousa duvidar?" culpa de novo o que tem por trás da culpa é puro medo, medo de ser igual, de repetir as histórias mesmo sabendo que os contextos são diferentes, os envolvidos não são os mesmos no tempo do relógio e no tempo de evolução. tem ganhos ocultos na sombra por agir assim e deixá-los ir é mais difícil do que parece. a não condenação ajuda muito, mas o peito apertado nesse momento é difícil controlar. pressão física mesmo, o apego em sua forma física incomoda de forma intensa. e sei que o divino não atende se a rendição vier do ego, se vier por pura vaidade. as músicas ajudam no processo, é como uma recarga de bateria, me sinto mais leve, mas o incômodo ainda existe. eu não sou o filme, eu não sou o protagonista....