entrega!

E aquela amizade que antes, tão essencial e hoje, tão desconexa. Nada é por acaso mesmo, porque as coisas duram exatamente o tempo que tem que durar. A gratidão permeia as lembranças, os sorrisos e as risadas proporcionadas nas madrugadas. Os compartilhamentos a fio, hoje perdidos por um desvio de entendimento e afastamento impulsionado pela raiva e incompreensão. Talvez essas idas e vindas tenham um motivo que apenas será entendido quando tiver que ser. Essa deve ser a experiência máxima do desapego, porque deixar ir alguém que você aprecia é uma coisa dolorosa. Mas, pensando bem, talvez nem tão dolorosa assim. Pela primeira vez, sinto-me liberta. Quem se sente metade, vai enfrentar obstáculos do tamanho do Everest até entender finalmente que já se nasce completo. Tudo a seu tempo, quando e se tiver que ser. Entrega!

Texto produzido na maratona Corujandross em 04 e 05 de fevereiro de 2017.

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