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Mostrando postagens de junho, 2024

último ano

tenho me sentido bem à vontade comigo.  mais à vontade do que jamais estive, eu diria. estou satisfeita com o que me tornei. claro que existe muito a se fazer, mas olhando pra trás, lembrando de onde eu estava 1 ano atrás e olhando para onde estou hoje, não tem como não ter orgulho.  consegui me livrar do álcool. estou fortalecendo meu corpo e mente. avancei na terapia. fiz desmame dos remédios e finalizei o tratamento psiquiátrico, graças à madre. estou sentindo a liberdade de ser. estou vivendo a força que autenticidade proporciona.  eu não tenho mais medo de me expressar, de dizer o que eu gosto ou não. não existe mais medo de comunicar minhas necessidades porque eu as compreendo e as aceito primeiro, antes de expressá-las.  me afastei de pessoas que não agregam e esse foi um dos movimentos de auto amor mais importantes que fiz na vida. parei de tentar obter água gelada de quem só tem água quente para oferecer.  estou perto de quem amo, de quem me aceita como...

desconfortavelmente confortável

 estou me sentindo perdida.  mas pela primeira vez, não de um jeito ruim.  a resposta virá, eu sei. no momento oportuno, também sei disso.  mas a dúvida, que sempre esteve presente, continua tendo sua existência garantida.  acho que agora aprendi a esperar.  e as angústias, que perdem força a cada dia, também terão sua hora.  estou desconfortavelmente confortável. 

desejo de ser

 ela usou um termo bom: indigestão emocional.  depois do filme de ontem, sobre ter tido contato pela primeira vez com o termo depois de adulta, "senso de si" pegou bem forte pra mim. me questiono, quais são as convicções que me tornam quem sou? eu não sei responder essa questão com facilidade. é estranho e libertador assumir isso. (olha só, estou digitando sem erros, como é bom escrever com liberdade de ser)  e não só isso, fiquei pensando também sobre o que tenho jogado para o subconsciente. quantas memórias que foram esquecidas? o meu senso de si também deve estar no cemitério. o fluxo da consciência, com os pensamentos aleatórios.  a ansiedade em crise, travada, sendo que ela só acha que domina.  o pedido de ajuda no final do monólogo. foi aqui que mais chorei.  quantas vezes me vi desamparada? quantas vezes tudo o que eu queria era uma abraço? quantas vezes o abandono ainda me assombra? ainda é meu pior pesadelo. certeza que está trancado no cofre....

fogo necessário

 realmente foi um término injusto. estou com raiva não pelo término em si, mas pela falta de decência nas palavras. como usa responder "não sei" quando pergunto os motivos? você tem bem claro os motivos, eu sei, você que é covarde e não tem coragem de falar a verdade. eu te vi queimando no fogo, sabia? e senti satisfação. mas sei que não era você de verdade, porque até pensei nos seus filhos. não, eu jamais desejaria isso pra ninguém. mas não nego que foi extremamente satisfatório queimar o que restava de você em mim. finalmente estou livre das suas amarras e do poder que você exercia sobre mim. como numa queimada de floresta, necessária para crescer novas coisas saudáveis, é assim que te vejo. fogo necessário. 

represálias

 aqui a chuva de ideias realmente flui. eu realmente posso ser quem sou. estranha, diferente, eu mesma. como sempre fui. e sempre me senti. sem preocupações com julgamentos além do meu próprio, quando a eu do futuro ler esses escritos. aqui sim posso seu eu mesma, sem medo de represálias.

liberdade de não existir

 é muito bizarro como só aqui consigo escrever como que realmente quero. sem travas nem preocupações, só porque aqui eu sei que ninguém vai ler. eu gosto da liberdade de não existir de verdade.