tão presa que dói no físico

existe um aperto no peito, no estomago. uma sensação de sufocamento. uma horda de pensamentos acelerados, que me fazem paralisar diante de uma simples notificação. como uma pergunta pode me derrubar tanto? é porque não é só uma pergunta. são mais de 40 mensagens que tem la pra responder. tem mais notificações nas outras redes. e eu simplesmente deixo pra la. prefiro ignorar, fingir que não existe. como o homer que coloca fita no indicador de falha no motor. eu to colocando um momento de fita. eu não quero ver. eu quero sumir. eu não quero passar por isso. me sinto covarde, me sinto fraca e frágil - mesmo sabendo que não isso. é difícil admitir fraqueza. não quero. não vou. mas essa é a cura pamella, porque você esta resistindo? mesmo sabendo que resistir só vai atrasar sua cura? eu não aguento mais. eu não consigo respirar direito. é a terceira semana que fico doente. e tenho certeza que tudo é emocional. por que você tá fazendo isso com você. a sensação de fita amarrando e apertando a cabeça. nesse momento eu só queria dormir pra esquecer tudo isso e quando eu acordasse amanha, eu veria que tudo isso não passava de um sonho.
está difícil. eu só queria não pensar por um tempo. levar a vida leve como tem que ser.
ha dois dias a passividade estava me irritando, e hoje vejo que eu estou com a mesma atitude que detestei há dois dias. minha fala esta confusa, eu não lembro das coisas, muito menos presto atenção. escrever esse texto esta me irritando profundamente porque si que reclamar não adianta.
eu poderia muito bem investir o tempo que eu estou reclamando para adiantar as coisas que eu preciso fazer. mas vi hoje num vídeo, que "reclamar nos torna certos naquilo".
quando reclamo que estou sofrendo, eu não quero ajuda. eu quero ter razão.
estou tremendo, olhos vidrados na tela. punho doendo pela tendinite. eu estou te incomodando né. eu sei. por isso eu vou continuar. eu preciso te quebrar e te libertar. eu não quero mais você comigo. você não pertence a mim, por isso estou te libertando para você ir embora. se quiser voltar, volta. porque eu não quero mais ter medo de você; chega de controlar minha mente. minha respiração esta ofegante, eu realmente estou cansada. ta vindo na mente um monte de coisa que me irrita. não gosto que as pessoas mandem em mim. eu não suporto isso. sai daqui. estou com frio porque você esta pedindo conforto mas eu não vou te dar conforto. minha visão esta nebulosa, fora de foco olhando para o teclado porque eu não quero que você fique aqui me encarando. você não é bem vinda. e você agora vai começar a me fazer errar, porque é isso que você faz quando quer atenção. me coloca numa imagem de burra fragilizada sendo que não sou nada disso. eu sei me virar muito bem. eu não preciso de ninguém pra andar. eu posso fazer isso por mim. minha voz embarga, já chorei enquanto estava almoçando. tem trabalho da faculdade pra fazer, e as pessoas dependem da minha contribuição. não posso deixa-las na mão. meu clientes confiram em mim para fazer o serviço, não posso deixá-los na mão porque estou fraca. eu não sou fraca. não quero ser isso que você esta me obrigando a ser. a falha é minha por permitir. estou confusa porque sei o que não quero, mas não sei o que quero.
quero férias, não pensar em nada. um tempo dessa loucura para me estabilizar. mas não da, tenho que pagar minhas contas não quero voltar pra casa dos meus pais. todo discurso tem cobrança e não aguento mais isso. interno ou externo, acho que não sei lidar com pressão tanto quanto eu achava.
olhei nos meus olhos e disse que não há montanha grande o suficiente. eu vou te derrubar. eu compreendo que é um ciclo, mas ele precisa ser quebrado porque esta me fazendo mal. drenando toda minha energia vital.
coloquei he lives in you pra tocar, e comecei a chorar. foi um ataque parecido com 2015 e com aquele dia que não conseguir sair porque o carro atava preso. aparentemente eu explodo de tanto segurar por não conseguir liberar. e por me achar ridícula quando faço isso. eu me rendo Senhor. eu não consigo lidar sozinha. eu tentei mas não consigo. sei que sou forte sozinha, mas com Você sou mais. não preciso me isolar. eu estou sentindo as vibrações no corpo agora apos da crise, minhas mãos estão tremendo. não deixe eles verem. porque não? agora eles sabem.
agora consigo respirar, depois que chorei.
agora senti o que aconteceu.
apenas um fluir de emoções que estavam presas. não ha maldade. há apenas confusão. e isso é compreensível. você não precisa lidar com tudo de uma vez. deixa fluir. deixa ser. deixa ir.
tão presa que dói no físico. sera que agora eu aprendo?
I know we're different, but deep inside us
We're not that different at all

relato feito durante crise de ansiedade em 04/04/18

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