a mente faz barulho no silêncio
e de repente me dqa vontade de fazer tudo de uma vez.
num momento anterior eu me perdia na inação tentando decidir o que fazer primeiro - e acabava não fazendo nada.
e agora, uma vontade súbita de ler, comprar um e-reader, pintar, escrever e jaja trabalhar. um misto de ações repentinas que refletem meus impulsos.
estou confusa.
num omento não tao distante assim, eu sabia exatamente o que fazer. sabia como recomeçar ou continuar a jornada. mas agora? às vezes esqueço de coisas simples como escrever uma palavra comum. me perco em devaneios com uma facilidade mais densa que a normal.
a noite tem sido minha melhor amiga, em produtividade e criatividade.
estou aprendendo a ditar o ritmo nesse novo piano de teclas, wireless agora.
duas decepções em 7 dias, de pessoas que, confesso, não esperava decepções. mas é que eu esqueço do histórico delas. quando é para o outro sempre estou, quando é para mim, nunca estão.
e mergulho na solitude, o que confesso outra vez, estava sentindo falta.
porém tinha esquecido o quanto a mente faz barulho no silêncio.
as vezes tenho medo de enlouquecer e querer achar uma saída definitiva. nunca pensei em efetivar o trem, mas tenho medo de que se torne autônomo sabe? será que chegaria a esse ponto? de qualquer forma, nunca vai ser definitiva, nem nunca chegarei nos finalmente, pois a viagem tem continuidade e se não sei lidar com o carma agora, imagina no próximo ciclo.
tenho tido dores de cabeça com mais frequência do que o normal, e grande parte das coisas perderam sentido ou importância. ou talvez mudaram de prioridade. eu sempre quis uma vida normal, mas nos últimos anos percebi que eu estava fugindo disso. por isso o sofrimento. como você quer uma coisa e continua fugindo dela?
acho que perdi o foco. acho que na ânsia de achar propósitos me perdi em significados. acabei de ler sobre jhana, e talvez nos últimos tempos eu me tornei apenas uma intelectual, que reproduz meia duzia de frases e acha que pode fazer diferencia. talvez eu tenha caído numa soberba intelectual e me perdido em meus próprios méritos.
o que estou passando agora, talvez, seja as consequências das minhas escolhas de pensamento. todas as leis tem falhas, menos a do carma.
talvez a beleza resida na ilusão da insignificância. talvez realmente sejamos grandes, mas o Divino não permite que seja revelado para que não caiamos em soberba.
talvez os que podem ver a grandeza são aqueles que não querem a grandeza para si.
talvez eu tenha visto ou vivido uma ilusão. talvez eu esteja num banco e meu cérebro esteja sendo usado em estudos de orgulho e vaidade.
talvez eu realmente tenha encontrado a grandeza em algum momento, mas me corrompi ao achar que ela era o fim, e não o meio.
é difícil falar isso pra eles, eles não entendem. me acham ótima. mas eu não me sinto ótima verdadeiramente.
talvez porque nos últimos meses eu tenha encontrado minha sombra. talvez eu tenha brigado muito com ela. talvez eu tenha esmurrado a cara dela, porque ela não poderia existir. acabei soltando um kraken. agora tenho que lidar com ele me assombrando o tempo todo.
a grandeza pode ser a grandiosa fraqueza dentro de nós. é justamente ela que permite que a gente se conecte com as pessoas.
talvez seja ela que vem a tona quando conversamos com alguém que admiramos: a consciência que o outro tem tanto ou mais virtudes que você. que apesar de todas as conquistas e crescimentos, ele também é humano como você.
me perco em ferramentas de expressão. física ou digital, de uma vez por todas, tenho que fazer essa indecisão parar. é só um meio de registro, FCS! não é preciso de tudo isso. seja menos exigente para ser mais feliz.
última reflexão sobre sentir-se útil. não sei se quero continuar nesse ritmo. quero curtir meus dias sem culpa. sem aquela sensação de coração apertado o tempo todo. sem a necessidade de me esconder por não conseguir dar conta do que prometi. acho que dói porque as pessoas estão vendo quem sou eu. elas estão vendo minhas falhas com compromissos. e não posso falhar.
não podia falhar.
mas agora me permito.
eu quero me libertar disso, para pelo menos uma vez em anos, conseguir descansar quando eu quero - e não quando o calendário permitir.
eu me permito falhar.
ele tem razão a gente sempre espera o pior das pessoas. talvez por que eu sempre espero o pior em mim. eu só vejo fora o que tem dentro.
estou tremendo, cabeça dói, na lateral abaixo da orelha. um eriçar de pelos acabou de vir. talvez seja a compreensão chegando sorrateira.
quero tudo porque sei no fundo que não quero nada.
querer nada não é útil. mas não precisa ser. você sabe disso. se liberta logo. vai. você sabe o que fazer. a receita você conhece. agora coloca em prática o que você prega sobre desapego e compaixão.
relato de 06/05/2018
num momento anterior eu me perdia na inação tentando decidir o que fazer primeiro - e acabava não fazendo nada.
e agora, uma vontade súbita de ler, comprar um e-reader, pintar, escrever e jaja trabalhar. um misto de ações repentinas que refletem meus impulsos.
estou confusa.
num omento não tao distante assim, eu sabia exatamente o que fazer. sabia como recomeçar ou continuar a jornada. mas agora? às vezes esqueço de coisas simples como escrever uma palavra comum. me perco em devaneios com uma facilidade mais densa que a normal.
a noite tem sido minha melhor amiga, em produtividade e criatividade.
estou aprendendo a ditar o ritmo nesse novo piano de teclas, wireless agora.
duas decepções em 7 dias, de pessoas que, confesso, não esperava decepções. mas é que eu esqueço do histórico delas. quando é para o outro sempre estou, quando é para mim, nunca estão.
e mergulho na solitude, o que confesso outra vez, estava sentindo falta.
porém tinha esquecido o quanto a mente faz barulho no silêncio.
as vezes tenho medo de enlouquecer e querer achar uma saída definitiva. nunca pensei em efetivar o trem, mas tenho medo de que se torne autônomo sabe? será que chegaria a esse ponto? de qualquer forma, nunca vai ser definitiva, nem nunca chegarei nos finalmente, pois a viagem tem continuidade e se não sei lidar com o carma agora, imagina no próximo ciclo.
tenho tido dores de cabeça com mais frequência do que o normal, e grande parte das coisas perderam sentido ou importância. ou talvez mudaram de prioridade. eu sempre quis uma vida normal, mas nos últimos anos percebi que eu estava fugindo disso. por isso o sofrimento. como você quer uma coisa e continua fugindo dela?
acho que perdi o foco. acho que na ânsia de achar propósitos me perdi em significados. acabei de ler sobre jhana, e talvez nos últimos tempos eu me tornei apenas uma intelectual, que reproduz meia duzia de frases e acha que pode fazer diferencia. talvez eu tenha caído numa soberba intelectual e me perdido em meus próprios méritos.
o que estou passando agora, talvez, seja as consequências das minhas escolhas de pensamento. todas as leis tem falhas, menos a do carma.
talvez a beleza resida na ilusão da insignificância. talvez realmente sejamos grandes, mas o Divino não permite que seja revelado para que não caiamos em soberba.
talvez os que podem ver a grandeza são aqueles que não querem a grandeza para si.
talvez eu tenha visto ou vivido uma ilusão. talvez eu esteja num banco e meu cérebro esteja sendo usado em estudos de orgulho e vaidade.
talvez eu realmente tenha encontrado a grandeza em algum momento, mas me corrompi ao achar que ela era o fim, e não o meio.
é difícil falar isso pra eles, eles não entendem. me acham ótima. mas eu não me sinto ótima verdadeiramente.
talvez porque nos últimos meses eu tenha encontrado minha sombra. talvez eu tenha brigado muito com ela. talvez eu tenha esmurrado a cara dela, porque ela não poderia existir. acabei soltando um kraken. agora tenho que lidar com ele me assombrando o tempo todo.
a grandeza pode ser a grandiosa fraqueza dentro de nós. é justamente ela que permite que a gente se conecte com as pessoas.
talvez seja ela que vem a tona quando conversamos com alguém que admiramos: a consciência que o outro tem tanto ou mais virtudes que você. que apesar de todas as conquistas e crescimentos, ele também é humano como você.
me perco em ferramentas de expressão. física ou digital, de uma vez por todas, tenho que fazer essa indecisão parar. é só um meio de registro, FCS! não é preciso de tudo isso. seja menos exigente para ser mais feliz.
última reflexão sobre sentir-se útil. não sei se quero continuar nesse ritmo. quero curtir meus dias sem culpa. sem aquela sensação de coração apertado o tempo todo. sem a necessidade de me esconder por não conseguir dar conta do que prometi. acho que dói porque as pessoas estão vendo quem sou eu. elas estão vendo minhas falhas com compromissos. e não posso falhar.
não podia falhar.
mas agora me permito.
eu quero me libertar disso, para pelo menos uma vez em anos, conseguir descansar quando eu quero - e não quando o calendário permitir.
eu me permito falhar.
ele tem razão a gente sempre espera o pior das pessoas. talvez por que eu sempre espero o pior em mim. eu só vejo fora o que tem dentro.
estou tremendo, cabeça dói, na lateral abaixo da orelha. um eriçar de pelos acabou de vir. talvez seja a compreensão chegando sorrateira.
quero tudo porque sei no fundo que não quero nada.
querer nada não é útil. mas não precisa ser. você sabe disso. se liberta logo. vai. você sabe o que fazer. a receita você conhece. agora coloca em prática o que você prega sobre desapego e compaixão.
relato de 06/05/2018
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