mais um ritual
hoje foi meu sétimo ritual de consagração da madre ayahuasca.
olho pra trás e não acredito na evolução.
ele foi primeiro, me contou a experiencia. fiquei cheia de medos, logico né, eu não sabia o que esperar. mas resolvi encarar.
lembro ate hoje do medo e ansiedade da primeira vez. um frio na barriga que nem sei. foi em setembro que escolhi o ritual de conexão oriental, pela minha afinidade com o budismo.
o processo aconteceu, eu vi muita coisa, eu vivi muita coisa. eu vi nobreza, vi guerra e batalha, vi pobreza e miséria. eu vi morte. eu vi renascimento, vi cuidado. vi resgate, vi carinho, vi que meu pai ta comigo há muitas vidas. foi uma viagem que me foram mostradas muitas informações.
eu não entendo o que tudo isso significava, então escolhi começar meu desenvolvimento mediúnico na casa, logo apos esse primeiro ritual.
depois disso, teve o ritual do guerreiro, onde fui guardiã pela primeira vez. eu sempre falo que to aqui nesse plano para servir e ajudar as pessoas, e foi justamente isso que eu fiz. passei por um processo menor, onde compreendi mais coisas do que o primeiro ritual. incorporei pela primeira vez, senti na pele o que eles queriam dizer. acordei com a deuses a dançar e até hoje é minha musica preferida. escutá-la depois de ter passado por todos os processos é como receber um abraço quentinho.
logo apos, veio o ritual de conexão com a mãe africa. esse foi foda. estava como guardiã, firme e forte, de repente entrei num vortice que nao conseguia sair de jeito nenhum. depois entendi que fizemos um resgate de almas e eu fui a catraca. lembro de ter visto milhares e milhares de rostos desesperados pedindo por ajuda. eu ia resgatando quem eu podia, mas eu não consegui puxar todos. fiz o resgate ancestral das minhas consciências anteriores que sofreram demais. mãe africa é matriz de todos nós por isso a densidade. fiquei bastante confusa depois desse ritual porque eu fui entender só depois que eu vivi um processo que não era inteiramente meu. aprendizado foi o desapego.
depois fiz o religare que é um ritual que conexão com todas as religiões. foi a primeira vez que eu e ele fomos guardiões juntos. mas eu acabei puxando um processo de outra pessoa, sem querer. foi aí que eu entendi a importância do desenvolvimento mediúnico, porque querer ajudar energicamente precisa de disciplina e fazer isso sem treino atrapalha mais do que ajuda.
fizemos ainda um ritual de estudo de bruxaria, onde o intuito era se conectar com as entidades bruxas que trabalham na casa. eu tomei uma dose inteira e apaguei. eu entrei na espiral de novo e caí de novo. pela primeira vez eu questionei se a medicina servia pra mim. porque nao era possivel, sera que eu nao ia conseguir ter uma experiência decente ou positiva ou com um minimo de aprendizado? por esse e outros motivos, eu questionei muito e cogitei sair da casa e desistir de tudo.
mas conversei com os pais da casa e resolvi dar mais uma chance. as coisas ficam bem mais fáceis com apoio. eles são maravilhosos.
o ritual seguinte foi o amaci, uma cerimônia de conexão com o nosso orixá de frente. eu decidi que ia ser diferente dessa vez. a intenção começou logo de manhã, durante as palestras. como sou grata pelos aprendizados, palestras e tudo que aconteceu. tudo ficou bem mais claro na minha mente e eu sabia exatamente o que fazer dessa vez. consagramos a medicina, intencionei a disciplina acima de tudo. bingo, realmente bati um papo com Iansã. Ela me mostrou que eu tenho o controle, que o poder esta nas minhas mãos para que eu o utilize da melhor forma. me mostrou uma simulação da espiral para eu testar se eu conseguia sair. e eu consegui! eu não acreditei. ela me falou que o maior desafio é encontrar o equilíbrio entre seguir regras e usar a criatividade; disciplina e autenticidade. saber diferenciar quando usar cada qualidade. me foi mostrado também que eu tinha uma criança acoplada em mim, muito ferida e que ela estava me fazendo entrar na espiral. eu ja tinha minha proxima missão, no proximo ritual eu ia resolver essa criança. pela primeira vez em meses eu tive um ritual realmente leve e positivo. re-signifiquei totalmente a medicina e coloquei uma intenção mais forte ainda: eu ia aprender a sair de uma espiral real, nem que fosse na força do ódio. mas eu ia sair. ah se ia.
Nesse final de semana chegamos ao sétimo ritual, religare de novo, só que agora eu ia deitar e não cuidar das pessoas. me deixar ser cuidada também é um ato de amor. eu intencionei a disciplina na hora da consagração e lá fiquei. posição de meditação. coluna doendo. mas forme e forte. e de novo vi a espiral na minha frente. eu fiquei circundando ela. entro ou não? se eu entrar vou saber sair? "vai, você ja sabe como fazer" eu a ouvi dizer. pedi ajuda e entrei. trabalho de desacoplar. era preciso. ela não ia me trazer nenhum aprendizado na condição que ela estava. além disso, ela estava sugando minha energia vital. e por isso eu caía toda vez. compreensão. intenso. medo. coração acelerado. lagrima, dor. liberdade. respiro aliviado. paz. descanso. pela primeira vez em meses eu consegui falar, pedir ajuda, ir na fogueira, transmutar energia, limpar os resquícios. sem limpeza. só paz.
consegui entender o que eles queriam dizer por ter disciplina. é firmar o proposito no começo e mantê-lo até o fim. disciplina do corpo e da mente para o propósito de cura.
agora eu entendo o medo inicial que eu tinha. mergulhar em nosso interior, profundamente, é um desafio que poucos topam. é você cavucar sua luz e sombra para buscar a pura. pra desentupir o ralo você precisa colocar a mão na sujeira. você precisa fazer o trabalho sujo, ninguém vai fazer pra você.
mas você pode ter ajuda se souber pedir. é saber se perdoar pela negligência, pela desconexão. é entender que você nao precisa carregar culpa. ela nao serve pra nada. é aceitar tudo como é.
todos estamos no início da nossa cura.
o primeiro passo foi dado.
a caminhada é longa.
eu tenho ótimes companheires de subida da montanha.
finalmente me sinto conectada.
finalmente estou de volta à fonte.
ahô!
olho pra trás e não acredito na evolução.
ele foi primeiro, me contou a experiencia. fiquei cheia de medos, logico né, eu não sabia o que esperar. mas resolvi encarar.
lembro ate hoje do medo e ansiedade da primeira vez. um frio na barriga que nem sei. foi em setembro que escolhi o ritual de conexão oriental, pela minha afinidade com o budismo.
o processo aconteceu, eu vi muita coisa, eu vivi muita coisa. eu vi nobreza, vi guerra e batalha, vi pobreza e miséria. eu vi morte. eu vi renascimento, vi cuidado. vi resgate, vi carinho, vi que meu pai ta comigo há muitas vidas. foi uma viagem que me foram mostradas muitas informações.
eu não entendo o que tudo isso significava, então escolhi começar meu desenvolvimento mediúnico na casa, logo apos esse primeiro ritual.
depois disso, teve o ritual do guerreiro, onde fui guardiã pela primeira vez. eu sempre falo que to aqui nesse plano para servir e ajudar as pessoas, e foi justamente isso que eu fiz. passei por um processo menor, onde compreendi mais coisas do que o primeiro ritual. incorporei pela primeira vez, senti na pele o que eles queriam dizer. acordei com a deuses a dançar e até hoje é minha musica preferida. escutá-la depois de ter passado por todos os processos é como receber um abraço quentinho.
logo apos, veio o ritual de conexão com a mãe africa. esse foi foda. estava como guardiã, firme e forte, de repente entrei num vortice que nao conseguia sair de jeito nenhum. depois entendi que fizemos um resgate de almas e eu fui a catraca. lembro de ter visto milhares e milhares de rostos desesperados pedindo por ajuda. eu ia resgatando quem eu podia, mas eu não consegui puxar todos. fiz o resgate ancestral das minhas consciências anteriores que sofreram demais. mãe africa é matriz de todos nós por isso a densidade. fiquei bastante confusa depois desse ritual porque eu fui entender só depois que eu vivi um processo que não era inteiramente meu. aprendizado foi o desapego.
depois fiz o religare que é um ritual que conexão com todas as religiões. foi a primeira vez que eu e ele fomos guardiões juntos. mas eu acabei puxando um processo de outra pessoa, sem querer. foi aí que eu entendi a importância do desenvolvimento mediúnico, porque querer ajudar energicamente precisa de disciplina e fazer isso sem treino atrapalha mais do que ajuda.
fizemos ainda um ritual de estudo de bruxaria, onde o intuito era se conectar com as entidades bruxas que trabalham na casa. eu tomei uma dose inteira e apaguei. eu entrei na espiral de novo e caí de novo. pela primeira vez eu questionei se a medicina servia pra mim. porque nao era possivel, sera que eu nao ia conseguir ter uma experiência decente ou positiva ou com um minimo de aprendizado? por esse e outros motivos, eu questionei muito e cogitei sair da casa e desistir de tudo.
mas conversei com os pais da casa e resolvi dar mais uma chance. as coisas ficam bem mais fáceis com apoio. eles são maravilhosos.
o ritual seguinte foi o amaci, uma cerimônia de conexão com o nosso orixá de frente. eu decidi que ia ser diferente dessa vez. a intenção começou logo de manhã, durante as palestras. como sou grata pelos aprendizados, palestras e tudo que aconteceu. tudo ficou bem mais claro na minha mente e eu sabia exatamente o que fazer dessa vez. consagramos a medicina, intencionei a disciplina acima de tudo. bingo, realmente bati um papo com Iansã. Ela me mostrou que eu tenho o controle, que o poder esta nas minhas mãos para que eu o utilize da melhor forma. me mostrou uma simulação da espiral para eu testar se eu conseguia sair. e eu consegui! eu não acreditei. ela me falou que o maior desafio é encontrar o equilíbrio entre seguir regras e usar a criatividade; disciplina e autenticidade. saber diferenciar quando usar cada qualidade. me foi mostrado também que eu tinha uma criança acoplada em mim, muito ferida e que ela estava me fazendo entrar na espiral. eu ja tinha minha proxima missão, no proximo ritual eu ia resolver essa criança. pela primeira vez em meses eu tive um ritual realmente leve e positivo. re-signifiquei totalmente a medicina e coloquei uma intenção mais forte ainda: eu ia aprender a sair de uma espiral real, nem que fosse na força do ódio. mas eu ia sair. ah se ia.
Nesse final de semana chegamos ao sétimo ritual, religare de novo, só que agora eu ia deitar e não cuidar das pessoas. me deixar ser cuidada também é um ato de amor. eu intencionei a disciplina na hora da consagração e lá fiquei. posição de meditação. coluna doendo. mas forme e forte. e de novo vi a espiral na minha frente. eu fiquei circundando ela. entro ou não? se eu entrar vou saber sair? "vai, você ja sabe como fazer" eu a ouvi dizer. pedi ajuda e entrei. trabalho de desacoplar. era preciso. ela não ia me trazer nenhum aprendizado na condição que ela estava. além disso, ela estava sugando minha energia vital. e por isso eu caía toda vez. compreensão. intenso. medo. coração acelerado. lagrima, dor. liberdade. respiro aliviado. paz. descanso. pela primeira vez em meses eu consegui falar, pedir ajuda, ir na fogueira, transmutar energia, limpar os resquícios. sem limpeza. só paz.
consegui entender o que eles queriam dizer por ter disciplina. é firmar o proposito no começo e mantê-lo até o fim. disciplina do corpo e da mente para o propósito de cura.
agora eu entendo o medo inicial que eu tinha. mergulhar em nosso interior, profundamente, é um desafio que poucos topam. é você cavucar sua luz e sombra para buscar a pura. pra desentupir o ralo você precisa colocar a mão na sujeira. você precisa fazer o trabalho sujo, ninguém vai fazer pra você.
mas você pode ter ajuda se souber pedir. é saber se perdoar pela negligência, pela desconexão. é entender que você nao precisa carregar culpa. ela nao serve pra nada. é aceitar tudo como é.
todos estamos no início da nossa cura.
o primeiro passo foi dado.
a caminhada é longa.
eu tenho ótimes companheires de subida da montanha.
finalmente me sinto conectada.
finalmente estou de volta à fonte.
ahô!
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