desejo de ser
ela usou um termo bom: indigestão emocional.
depois do filme de ontem, sobre ter tido contato pela primeira vez com o termo depois de adulta, "senso de si" pegou bem forte pra mim. me questiono, quais são as convicções que me tornam quem sou? eu não sei responder essa questão com facilidade. é estranho e libertador assumir isso. (olha só, estou digitando sem erros, como é bom escrever com liberdade de ser)
e não só isso, fiquei pensando também sobre o que tenho jogado para o subconsciente. quantas memórias que foram esquecidas? o meu senso de si também deve estar no cemitério. o fluxo da consciência, com os pensamentos aleatórios. a ansiedade em crise, travada, sendo que ela só acha que domina.
o pedido de ajuda no final do monólogo. foi aqui que mais chorei.
quantas vezes me vi desamparada? quantas vezes tudo o que eu queria era uma abraço? quantas vezes o abandono ainda me assombra? ainda é meu pior pesadelo. certeza que está trancado no cofre.
me emocionei pois comecei a viver o turbilhão na mesma idade da personagem. as primeiras crises de identidade, a vontade de ser aceita, ser vista.
o desejo de ser, esquecendo que já era. e ainda sou.
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