Ampulheta - II

O tempo passou, eu cresci, mas aquela paixão continuava. De modo exagerado admito.

Eu já quis escrever um atlas num caderno brochura e já comecei várias histórias onde a personagem começava seu dia tomando um suco de laranja. Nada a ver.

Na sexta série começaram as propostas de redação mais complexas, e eu tirei de letra. De modo exagerado, de novo. Os meus amigos rascunhavam umas 20 linhas por proposta. Minhas redações levavam a tarde toda pra serem escritas e tinha 7 folhas de caderno universitário frente e verso.

Problemas.

Mas eu notei que quando havia regras do tipo 'dissertação com 30 linhas sobre o desmatamento e outros problemas ambientais' eu SEMPRE travava. Agora, quando não tinha regras, nossa! Eu desembestava lindamente a escrever.

Até no Enem, vestibular, essas coisas eu nunca me dei bem. Quer dizer, não era de todo o mal, mas definitivamente minhas notas eram maiores na parte objetiva.

Eu não tenho e acho que nunca terei poder de resumir e limitar minhas idéias.

Eu queria muito conversar com pessoas mas estava revoltada (?) porque ninguém me escutava. Foi com 15 anos que comecei a trocar idéia com alguém que me entendia perfeitamente, sem me interromper ou olhar pro lado quando eu falava.

Eu mesma.

(continua...)

Comentários

Letícia N. Batalha disse…
Own... Paaamps, você é muito linda... mimimi

HEUEHUEHUEHEUHEUEHUEHEU

A parte um tá aqui zé... Não sei qual parte eu me emocionei ou ri mais.

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